A gestão de riscos, efetuada de forma estruturada, abrange a avaliação e o controle dos riscos de crédito, de mercado, de liquidez e operacional incorridos pelo Sofisa e suas controladas.

Esse processo é contínuo, permanentemente revisado e serve de base às estratégias do conglomerado. Abaixo a estrutura de Gestão de Riscos do Banco Sofisa:

a) Risco de crédito

O Risco de crédito encontra-se associado às perdas e ao grau de incerteza quanto à capacidade de um cliente ou contraparte cumprir as suas obrigações financeiras com o Sofisa.

A gestão do Sofisa é feita tendo como objetivo maximizar a relação risco x retorno de seus ativos, mantendo-se a qualidade da carteira de crédito em patamares adequados aos segmentos de mercado em que esteja atuando. A estratégia é voltada para a criação de valor para seus acionistas em níveis superiores a um valor mínimo de retorno ajustado ao risco.

A política de crédito é estabelecida com base em fatores internos, como os critérios de classificação de clientes e a análise da evolução da carteira, os níveis de inadimplência registrados, as taxas de retorno, a qualidade da carteira e o capital econômico alocado; e externos, relacionados ao ambiente econômico no Brasil e no exterior. Adicionalmente, o Sofisa mantém um processo contínuo de avaliação sobre sua carteira de crédito com o objetivo de identificar a existência de evidências objetivas de perda no valor justo de seus ativos.

b) Risco de Mercado

Risco de Mercado se refere à possibilidade do banco ter perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas, incluindo os riscos das operações sujeitas a variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities).

O VaR é um método estatístico utilizado para quantificar o risco de mercado e foi calculado para as posições de ativos e passivos do banco com base em um intervalo de confiança de 99% e tempo de liquidação da posição de 20 dias.

Os valores de mercado nas posições com risco em taxas de juros prefixadas internas e em moeda americana foram calculados utilizando-se dados dos swaps B3 S.A. Brasil Bolsa Balcão do dia 28 de dezembro de 2018. Já para os Títulos Públicos, utilizou-se a marcação a mercado da mesma data.

Os valores apresentados não incluem operações ou contratos que estejam em atraso.

c) Risco de Liquidez

Trata-se do risco da instituição não possuir recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros no momento em que ocorrem, ou seja, a possibilidade de ocorrência de um descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos em seu fluxo de caixa.

Para administrar a liquidez dos caixas em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, com base em modelos estatísticos e econômico-financeiros, sendo monitoradas diariamente pelas áreas de controle e de gestão de liquidez. Como parte dos controles diários, são estabelecidos limites de caixa mínimo e de concentração de passivos, os quais permitem que ações prévias sejam tomadas para garantir recursos suficientes para cumprimento dos compromissos financeiros.

d) Risco Operacional

A estrutura de gestão de risco operacional do Sofisa, cuja descrição está disponível no website de Relações com Investidores, é de responsabilidade da Unidade de GRC – Governança Corporativa, Riscos Operacionais e Compliance, unidade subordinada à Diretoria de Governança e Riscos.

A estrutura de risco operacional do Sofisa passa por constantes melhorias objetivando principalmente evolução na identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação de riscos cuja ocorrência, resultantes de falhas, deficiências ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos, sem perder de vista os riscos legais associados à execução de contratos, processos ou sentenças adversas.

Para esse fim, a unidade responsável pela gestão de riscos operacionais utiliza-se da Abordagem Padronizada Alternativa e emprega mecanismos de suporte à monitoração, os quais são constantemente revisados, tais como: Matriz de Risco e Planos de Ação para aprimoramento de controles, Indicadores de Risco, Base de Perdas, Alocação de Capital, atuação dos Agentes de Compliance, monitoramento de ocorrências de risco operacional e de reclamações de clientes, notificações e fraudes externas, Política de Gerenciamento de Riscos Operacionais, Relatórios Gerenciais e Plano de Continuidade de Negócios.

Maiores informações acerca das práticas de gestão de riscos do Banco Sofisa podem ser encontradas no seu site de Relações com Investidores (www.sofisa.com.br/ri).

e) Gerenciamento de Capital

A gestão de capital abrange o Banco Sofisa e as empresas financeiras do Grupo. Esse processo é efetuado de forma estruturada, contínua, permanentemente revisada e serve de base às estratégias do conglomerado.

A estrutura de gerenciamento de capital do Sofisa, cuja descrição está disponível no website de Relações com Investidores, é de responsabilidade da Unidade de Riscos Financeiros, unidade subordinada à Diretoria responsável.

Entende-se como gerenciamento de capital o processo contínuo de:

– monitoramento e controle do capital mantido pela instituição;
– avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a instituição está sujeita; – planejamento de metas e de necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da instituição.

No gerenciamento de capital, a instituição mantém uma postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital decorrente de possíveis alterações nas condições do mercado.